Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Montagem/GD
A prefeitura de Várzea Grande publicou uma nota desmentindo uma fala do candidato a governador Wellington Fagundes (PL), que disse que a gestão municipal já havia recebido “quase R$ 300 milhões” em repasses da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional. A prefeita Flávia Moretti (PL) já responde a procedimento na comissão de ética do partido por ter declarado apoio ao governador e candidato a reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos).
“A Prefeitura de Várzea Grande esclarece que a afirmação feita por um candidato de que o Município recebeu “quase R$ 300 milhões” é uma inverdade, e não corresponde aos valores efetivamente repassados aos cofres municipais”, afirma o posicionamento da prefeitura.
Questionada, a assessoria de Welington Fagundes disse que o Portal da Transparência do Senado mostra que o parlamentar destinou R$ 95 milhões para a cidade, entre recursos e FEX nos últimos seis anos.
“O candidato disse que ele e bancada juntos, levaram 300 milhões. O posicionamento dele da entrevista é mantido”, concluiu.
A fala de Fagundes foi feita durante entrevista para uma emissora de TV que os valores vieram por meio do PAC, destinação de recursos por meio do partido. Esses valores teriam sido usados para a compra de equipamentos voltados à infraestrutura.
“Quero dizer que ninguém faz nada sozinho. A bancada federal, eu, Coronel Assis, o deputado José Medeiros, e a Coronel Fernanda, já colocamos quase R$ 300 milhões para a prefeita Flávia”, afirmou em programa da TV Cidade Verde.
Na nota enviada à imprensa, a prefeitura de Várzea Grande disse que as emendas de deputados estaduais e federais nos anos de 2025 e 2026 totalizam R$ 45.216.906,06. Considerando os valores dos governos estadual e federal, o total chega à R$ 62.495.852,79, que a prefeitura diz ser “bem distante dos valores declarados”.
A prefeitura diz que os valores e a sua aplicação estão disponíveis no Portal da Transparência do Município.
“A Prefeitura ressalta que recursos anunciados ou prometidos por políticos não são sinônimo de dinheiro efetivamente transferidos. Também há obras realizadas diretamente pelo Governo do Estado que beneficiam Várzea Grande, mas cujos recursos não passam pelos cofres municipais”, conclui o texto.


























