Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Montagem GD
Os municípios de Boa Esperança do Norte e Confresa decretaram situação de emergência por causa dos estragos causados por temporais nos últimos dias. A chuva na cidade contrasta com as demais regiões de Mato Grosso, onde o cenário é de seca e calor intenso. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo para pancadas de chuva, e os termômetros podem chegar aos 38°C em Cuiabá.
Em Boa Esperança do Norte (384 km ao norte de Cuiabá), o prefeito Calebe Francesco Francio (MDB) assinou o Decreto Municipal nº 110, no último sábado (05), formalizando a situação de emergência nas áreas afetadas por uma tempestade. O temporal, ocorrido na tarde de sexta-feira (04), causou danos materiais expressivos, com registros preliminares de destelhamentos e avarias em uma escola, além de outros prédios e bens públicos municipais.
Um cenário semelhante foi registrado em Confresa (1160 km a nordeste da capital), em que o prefeito Ricardo Aloisio Babinski (MDB) decretou a situação de emergência por meio do Decreto Municipal nº 146/2026, publicado ainda na sexta-feira (4). O município foi atingido por um vendaval forte que provocou danos a residências, comércios e prédios públicos, além da queda de árvores e postes, obstrução de vias e a interrupção generalizada de serviços essenciais.
Com a vigência inicial de 180 dias para os decretos, as prefeituras ganham flexibilidade jurídica e operacional para agir com agilidade na reconstrução das cidades. Entre as principais prerrogativas está a dispensa de licitação para a contratação direta de empresas prestadoras de serviços, obras de recuperação e aquisição de bens indispensáveis ao atendimento emergencial, otimizando o fluxo de recursos públicos para sanar os prejuízos com rapidez.
Além disso, os gestores ficam autorizados a mobilizar todos os órgãos da administração municipal sob a coordenação da Defesa Civil, convocar voluntários para reforçar o apoio à população, realizar campanhas de arrecadação de donativos e até mesmo adotar medidas extremas em caso de risco iminente, como o uso de propriedades particulares e a entrada forçada em imóveis para prestar socorro.

























