Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Reprodução TV Vila Real
O pré-candidato ao governo do Estado, Alex Pucinelli (Democrata), criticou severamente a concentração de incentivos fiscais e o domínio das mesmas lideranças políticas há três décadas em Mato Grosso. Com propostas voltadas à reestruturação da máquina pública, o postulante a governador acusa que os recursos para áreas essenciais são mal aplicados pela gestão.
“O Wellington Fagundes foi eleito pelo Mauro Mendes. O Otaviano Pivetta foi eleito pelo Mauro Mendes. O Jayme Campos foi eleito pelo Mauro Mendes, e o Carlos Fávaro foi eleito no mesmo grupo do Mauro Mendes, que tem por trás outros grandes barões aí do Estado. E agora eles estão brigando entre eles por uma questão de poder. Não tem proposta para melhorar o Estado de Mato Grosso”, afirmou em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, na quarta-feira (10).
Segundo o pré-candidato, a gestão do Estado continua sendo feita pelas mesmas ideias, e “onde há as mesmas ideias, não há evolução”. Defendendo que não dá para alcançar melhores resultados dessa forma, por isso entrou na disputa.
“Para trazer um choque de gestão, para trazer novas ideias, para que o nosso Estado vire essa página de um grupão único nos governando por 30 anos. Aqui não é fazenda. Nós somos os mato-grossenses e o Estado é de todos os mato-grossenses”, disparou.
Durante a sabatina, Pucinelli apresentou o que chamou de seus dois principais compromissos, destacando como prioridade máxima a transformação social por meio da educação pública. Ele propõe reformular a estrutura das quase 700 unidades de ensino estadual para que passem a operar em tempo integral. Segundo o pré-candidato, a medida trará reflexos diretos na segurança e na economia das famílias brasileiras.
“Nós retiraremos as nossas crianças das ruas, promoveremos uma alimentação saudável para elas nas escolas e permitiremos que os pais possam trabalhar o dia inteiro, podendo conquistar o ‘pão nosso de cada dia nos dai hoje’ e aumentar a renda da sua família”, declarou.
Questionado sobre o alto custo financeiro que essa transição exigiria do caixa do estado, Pucinelli rebateu prontamente e apontou considerar as renúncias fiscais o “verdadeiro ralo do dinheiro público”. Para ele, o investimento nas escolas é viável se houver um corte nas renúncias praticadas pela atual gestão, que, segundo ele, totalizaram 6,8 bilhões de reais no ano passado e beneficiaram poucas corporações.
“Custa caro, mas mais caro é a renúncia fiscal. “Realmente precisa dessa renúncia fiscal para apenas essa quantidade de empresas que já são tão prósperas e tão bem estabelecidas no mercado?”, questionou o democrata, assegurando que o recurso existe e que basta “fazer o dever de casa, para que os recursos sejam destinados para o local correto”.
A mesma lógica foi aplicada ao tratar da segurança pública, que é um tema sensível no Estado devido ao avanço das facções criminosas e aos altos índices de feminicídio. Diante do déficit de 50% no efetivo de policiais nas ruas, Pucinelli ironizou a situação e garantiu que o problema central não é a falta de contingente, mas o excesso de criminalidade.
“No meu ver, não falta policial, tem muito bandido. Se nós atuarmos com excelência na melhoria da customização da máquina pública, diminuindo a quantidade de incentivos fiscais, diminuindo a quantidade de desvio público de dinheiro, diminuindo a quantidade de erros nos gastos públicos, tem recurso suficiente para aumentarmos o efetivo de policiais”, concluiu, ao sugerir também o remanejamento das verbas de grandes obras de infraestrutura que “já foram concluídas” e que, por isso, não precisam de novos aportes financeiros.



























