Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Reprodução
Investigada por lesar clientes, a loja Allan Cars Automóveis justificou que fechou as portas após insistentes cobranças de agiotas e que o desequilíbrio financeiro é fruto de imprevistos durante a expansão. Além do alto custo com mentoria, o proprietário afirmou que vários carros comprados apresentaram problemas no pós-venda, que exigiram gasto inesperado. Em nota publicada na terça-feira (9), a empresa culpa credores pelo transtorno enfrentado.
“Diversas vendas realizadas envolveram veículos que posteriormente apresentaram problemas mecânicos relevantes, ocasionando elevados custos de pós-venda, reparos, garantias, devoluções e acordos com clientes. Em muitos casos, foram concedidas garantias e suportados custos que ultrapassavam as obrigações legais, com o objetivo de preservar a reputação da empresa e manter a satisfação dos consumidores”, diz a justificativa.
No começo da semana, a Polícia Civil informou que abriu investigação contra a empresa após clientes registrarem queixa relatando que a loja havia fechado sem dar satisfação sobre documentos de financiamento ou reembolso de valores pagos. Ao menos 10 vítimas reclamaram da empresa.
Os denunciantes falavam que os veículos foram retirados de noite e que não havia qualquer contato com funcionários.
Sobre a retirada dos veículos, a empresa alegou que equipamentos de escritório e carros foram levados por credores. No momento, o dono não estava no estabelecimento e os cobradores foram recebidos por funcionários.
“Após clientes e credores procurarem a empresa para cobrar valores em aberto, indivíduos ligados a credores particulares, agiotas e outras pessoas compareceram ao estabelecimento e, aproveitando-se da ausência do responsável, que estava em viagem, coagiram os colaboradores presentes. Na ocasião, foram retirados do local computadores, impressoras, aparelhos celulares, geladeiras, contratos, documentos empresariais e diversos veículos que se encontravam expostos na loja, fato esse já relatado à polícia por meio do competente boletim de ocorrência, em que serão tomadas as medidas cabíveis em face desses”, diz trecho da nota divulgada em perfil oficial da Allan Cars.
Documentos perdidos
Queixa de clientes diz respeito à falta de documentos para financiamentos dos veículos, que deveriam ser fornecidos pela empresa. Sobre isso, a loja diz que o material foi levado com os bens.
“Em razão desses acontecimentos, a empresa perdeu o controle de documentos, equipamentos e parte significativa de seus ativos. Posteriormente, o imóvel foi retomado pelo proprietário, sem qualquer medida judicial ou autorização da empresa, tendo este alterado os cadeados e restringido o acesso ao local, de modo que o encerramento das atividades naquele endereço não ocorreu por iniciativa voluntária da empresa, mas sim por ilegalidade dos credores que tomaram os bens da empresa e impediram o reingresso da empresa no local”, diz a nota.
Segundo a Polícia Civil, o empresário ainda não compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos formais.
Confira nota na íntegra
A empresa passou por um período de expansão após investimentos significativos em mentorias empresariais de elevado custo. Com base nas orientações recebidas, foi realizada a mudança para um ponto comercial maior, com investimentos em estrutura física, aumento dos custos operacionais e contratação de novos colaboradores, visando atender ao crescimento projetado.
Entretanto, diversas vendas realizadas envolveram veículos que posteriormente apresentaram problemas mecânicos relevantes, ocasionando elevados custos de pós-venda, reparos, garantias, devoluções e acordos com clientes. Em muitos casos, foram concedidas garantias e suportados custos que ultrapassavam as obrigações legais, com o objetivo de preservar a reputação da empresa e manter a satisfação dos consumidores.
Esses fatores geraram sucessivos prejuízos financeiros e comprometeram o fluxo de caixa da empresa, dificultando o pagamento de salários, aluguel e demais despesas operacionais. Na tentativa de manter as atividades e honrar os compromissos assumidos, houve necessidade de obtenção de empréstimos informais junto a terceiros, circunstância que agravou ainda mais a pressão financeira já existente.
Importante destacar que, mesmo diante das dificuldades, a empresa permaneceu em funcionamento e continuou operando no mesmo endereço, justamente para transmitir segurança aos clientes e credores, muitos dos quais já haviam recebido pagamentos parciais dos valores devidos.
Após clientes e credores procurarem a empresa para cobrar valores em aberto, indivíduos ligados a credores particulares, agiotas e outras pessoas compareceram ao estabelecimento e, aproveitando-se da ausência do responsável, que estava em viagem, coagiram os colaboradores presentes. Na ocasião, foram retirados do local computadores, impressoras, aparelhos celulares, geladeiras, contratos, documentos empresariais e diversos veículos que se encontravam expostos na loja, fato esse já relatado à polícia por meio do competente boletim de ocorrência, onde serão tomadas as medidas cabíveis em face desses.
Em razão desses acontecimentos, a empresa perdeu o controle de documentos, equipamentos e parte significativa de seus ativos. Posteriormente, o imóvel foi retomado pelo proprietário, sem qualquer medida judicial ou autorização da empresa, tendo esse alterado os cadeados e restringiu o acesso ao local, de modo que o encerramento das atividades naquele endereço não ocorreu por iniciativa voluntária da empresa, mas sim por ilegalidade dos credores que tomaram os bens da empresa e impediram o reingresso da empresa no local.
Diante desses fatos o setor jurídico da empresa está providenciando as medidas cabíveis em face desses credores que deliberadamente estão impedindo o exercício da atividade da empresa.
Isto posto, a empresa reforça que nunca houve a intenção de causar prejuízo a terceiros, obter vantagem indevida ou ocultar patrimônio. A crise financeira decorreu de dificuldades empresariais progressivas, agravadas pelos elevados custos operacionais, prejuízos decorrentes das vendas realizadas, despesas de pós-venda, garantias concedidas e endividamento acumulado e hoje, por culpa exclusiva dos credores, não podem retomar a atividade empresarial, uma vez que esses tomaram os ativos e o local da empresa.
Por isso a empresa reforça que a intenção sempre foi buscar alternativas para reorganizar a situação financeira e quitar as obrigações pendentes perante clientes e demais credores, motivo pelo qual tem empregado medidas de contato com todos os credores visando obter meios de renegociação para adimplir todos os débitos.
Cuiabá/MT, 09 de junho de 2026
ALLAN CAR SEMINOVOS LTDA
CNPJ n. 47.117.630/0001-04
(Assinatura digital gov.br de ALLAN ROGERIO DOS SANTOS)



























