Em 'Black is king', Beyoncé recria 'Rei leão' e faz filme melhor que o de 2019; G1 já viu

Álbum visual baseado na trilha do remake de ‘Rei leão’ de 2019 é mais legal do que o próprio longa. Beyoncé reimagina saga de Simba unindo mitologia africana e os dias atuais. Veja trailer de ‘Black is king’, da Beyoncé
Beyoncé foi convidada para uma trilha sonora e acabou fazendo os clipes das músicas ficarem melhores do que o próprio filme.
O álbum visual “Black is king” é uma recriação da saga de “O Rei Leão” mais criativa do que o remake feito em 2019.
O longa do ano passado, que recontava a animação de 1993 com imagens realistas dos animais, tinha trilha de Beyoncé. Agora ela lança o “álbum visual” baseado na trilha.
Aqui, Simba é um garoto negro que acha em suas raízes força para viver em 2020. Ela recria todo o universo da trama com a verve que faltou no segundo filme.
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“Black is king” saiu nesta sexta (31) na plataforma Disney +. Seria melhor ter feito o contrário: transformar a ideia de Beyoncé no longa principal e deixar as imagens de leões realistas para vídeos extras no ano seguinte.
Beyoncé no novo trailer de ‘Black is king’
Reprodução/Instagram/beyonce
Como tudo que Beyoncé faz, o figurino e a fotografia são superproduzidos. O começo até demora a ganhar ritmo, com cara de editorial de moda e narração sussurrada em off tipo de “Democracia em vertigem”.
Mas quando a história e a parte musical engatam, o ritmo vem certinho. As assustadoras hienas da animação original viram uma gangue de moto, e Jesse Reyes encarna com força este espírito sinistro em “Scar”, uma das melhores cenas.
A fase “Hakuna Matata”, do jovem Simba se divertindo com Timão e Pumba, vira ostentação numa mansão com Beyoncé e o marido.
Não há papeis claros, mas dá para inferir que Jay-Z é o Pumba – sacada melhor que qualquer tentativa de graça do filme de 2019.
Beyoncé lança clipe de ‘Already’, música que integra novo álbum visual da cantora
Reprodução/YouTube
Além de Rayes e Jay-Z há diversos convidados, de Naomi Campbell a Kendrick Lamar, incluindo Blue Ivy, filha de Beyoncé, já com oito anos de idade.
Há inserções de áudios dos diálogos tirados do filme para acompanhar a relação entre a história original e a criada por Beyoncé.
O Simba de “Black is king” é uma criança negra que se perde no mundo e acha nas suas raízes africanas a força para crescer.
O filme ainda tem a vantagem de vir na esteira dos protestos antirracistas após a morte de George Floyd, maior manifestação da história dos Estados Unidos.
Neste contexto, as falas de Beyoncé sobre coragem e superação se tornam menos genéricas e mais urgentes. Mais um ponto para “Black is king”.
Fonte: G1