TCE nega pedido da prefeitura de Cuiabá para suspender prazo de análise sobre projeto do BRT

Na decisão, conselheiro entendeu que não há fato novo para fundamentar uma modificação no tempo para que a administração municipal estude os documentos técnicos. Em nota, a prefeitura disse que reitera o compromisso com o erário público.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) negou o pedido da prefeitura de Cuiabá para suspender o prazo de análise de 15 dias sobre o projeto de implantaçaõ do Bus Rapid Transit (BRT, na sigla em inglês). A decisão foi publicada no Diário de Contas do estado nesta quarta-feira (15), pelo conselheiro Guilherme Antônio Maluf.

A administração continua com o mesmo prazo para estudar os documentos da troca do modal. Ao g1, a prefeitura informou que reitera o compromisso de zelo ao erário público e pela observância criteriosa por iniciativas que impactem à população.

Na decisão, a corte considerou que não entende ser pertinente conceder a suspensão do prazo de análise porque não foi apresentado nenhum fato novo para fundamentar uma modificação.

“Reputo necessário destacar novamente que, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), através do ajuizamento da presente representação, visa compelir a prefeitura de Cuiabá a realizar de forma célere a devida apreciação dos documentos técnicos apresentados, com vistas a dar início a implantação do sistema de mobilidade do BRT”, disse, na decisão.,

Além disso, o conselheiro ainda destacou que a controvérsia em discussão no processo não está em questão, como a viabilidade técnica, jurídica e financeira, bem como as razões que levaram o governo estadual para alterar o modal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o BRT, em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital.

Na quarta-feira (8), a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrou com uma ação na Justiça para que a prefeitura de Cuiabá analise, em até cinco dias, o projeto da infraestrutura do BRT.

No pedido, o governo apontou suposta omissão da administração municipal e atraso injustificado em analisar os documentos técnicos do modal sob pena de, após transcorrido o prazo, sejam considerados aprovados. O pedido é analisado pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá.

VLT x BRT

A estrutura do VLT começou a ser retirada em dezembro do ano passado, sendo os postes de cabeamento e alguns trilhos. A Sinfra informou que as obras do novo modal devem começar em março deste ano.

O transporte foi projetado para atender a demanda da Copa do Mundo de 2014. Desde então, a obra foi marcada pela corrupção e entraves judiciais. A infraestrutura possui 20 quilômetros de extensão entre Cuiabá e Várzea Grande.

Em dezembro de 2014, as obras foram interrompidas. Em 2018, o governo estadual rompeu o contrato com o consórcio VLT e, depois, decidiu substituir o modal pelo BRT.


Fonte: g1 MT

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