Quadrilha atacou 6 caixas eletrônicos em 3 meses na região de Cuiabá

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: montagem

Com o apoio de moradores locais que atuavam como olheiros e ajudavam a lavar o dinheiro roubado, uma organização criminosa especializada em arrombamento de caixas eletrônicos foi alvo da Operação Círculo Vicioso, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5). A ação cumpre 74 mandados judiciais em Mato Grosso, Santa Catarina e Maranhão.

 

Oito pessoas já foram presas, entre elas Douglas Floriano e Eduardo Domingos. De acordo com o delegado responsável, Igor Sasaki, criminosos vindos de outros estados se aliavam a residentes de Mato Grosso para viabilizar os ataques. Os integrantes locais eram incumbidos de vigiar a movimentação policial e de pulverizar os valores levados em diversas contas bancárias. O modo de recrutamento desses apoiadores regionais ainda é investigado.

Para romper a estrutura dos cofres bancários em Cuiabá e Várzea Grande, o bando utilizava uma lança térmica, ferramenta de uso industrial capaz de atingir temperaturas de até 4.000 °C. As ações ocorriam de madrugada: os suspeitos mascarados e de luvas abriam buracos nas paredes dos estabelecimentos e utilizavam veículos próprios ou de terceiros para a fuga.

 

As investigações apontam que a quadrilha atuava em vários estados, prioritariamente em cidades do interior. O grupo é responsável por pelo menos seis ataques na Grande Cuiabá entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Em apenas quatro dessas investidas, o prejuízo contabilizado soma R$ 239.980,52.

 

A onda de furtos em Mato Grosso foi interrompida após a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) prender um dos investigados em janeiro deste ano. A perícia no celular do suspeito permitiu mapear os demais integrantes e aprofundar as provas.

 

A Polícia Civil informou que nenhum funcionário dos comércios alvos é suspeito de cumplicidade e que o material apreendido na operação servirá para identificar novos membros do esquema, processados por furto qualificado, lavagem de dinheiro e organização criminosa.