Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Mayke Toscano/Secom-MT
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tratou abertamente sobre a relação com seus aliados e o impacto de operações policiais durante o período eleitoral. O gestor garantiu que o ambiente com a base governista está pacificado após as definições para a chapa majoritária e rejeitou qualquer tipo de limitação às investigações policiais em ano de pleito, defendendo que a vida pública exige permanente prestação de contas.
Ao ser questionado sobre um possível distanciamento ao anunciar a escolha de Gisela Simona (União) como sua vice, Pivetta minimizou os rumores de desgaste interno e esclareceu que tudo ocorreu em comum acordo com as lideranças partidárias.
“A relação está normal, teve ali, evidentemente, um constrangimento, um momento de diferentes opiniões. A opinião que venceu foi a minha, porque o Mauro sempre foi muito claro de que quem tem que escolher o vice é o candidato a governador. A Gisela é produto de um consenso, da aceitação dela, evidentemente, mas de um consenso e, portanto, não há nenhum trauma em relação a isso. Está tudo restabelecido”, explicou.
Sobre a ausência de correligionários e aliados no ato de anúncio da pré-candidata a vice-governadora, Pivetta argumentou que a dinâmica dos fatos impediu uma grande mobilização.
“Não estavam aqui na hora da Gisela porque foi tudo muito rápido, não deu tempo de formar plateia ou convidar os aliados, foi tudo muito rápido”, ponderou o gestor.
Quando questionado sobre a possibilidade de novas operações durante o período de campanha, o governador afirmou que a gestão não trabalha com previsões dessa natureza.
“Francamente, eu não sei. A gente nunca se prepara para isso. Eu quero acreditar que não haverá. Mas, se houver, cada um de nós tem um CPF e cada um de nós tem que pagar pelos seus erros. […] Eu acredito muito que todos eles, Mauro, Fabinho, Mauro Carvalho, todos eles vão provar que não devem nada nessa história. É isso que eu creio. Então, vamos aguardar”, avaliou.
Para ilustrar os riscos do que classificou como julgamento precipitado da opinião pública, Pivetta relembrou o histórico de Mauro Mendes durante a Operação Ararat, em 2014.
“Devastou a vida dele. Comprometeu as empresas dele. É um desastre. Tanto que, um ou dois anos depois, ele teve que pedir recuperação judicial. Não conseguiu ser candidato à reeleição de Cuiabá porque ele teve que voltar para cuidar das empresas dele. E foi inocentado. Dois anos depois, foi inocentado. Então, está cheio de precedentes de operações que o tempo e a justiça acabam mostrando que a pessoa não deve”, relembrou.
Ainda, o governador se manifestou contra a proposta do deputado federal José Medeiros, que sugeriu proibir operações policiais durante o período de campanha eleitoral.
“Eu acho que não tem que barrar nada. Na minha opinião, nós, homens públicos, estamos sujeitos a ser investigados a qualquer tempo, todos nós. […] O que tem que ter é transparência para não sepultar reputações antes de apurar. Muitas vezes, as operações puxam um monte de gente sem dizer por que estão ali. E eu tenho certeza de que a grande maioria dos que foram citados vai provar que não tem nada a ver. Mas aí demora um tempo e a reputação acaba sendo comprometida”, explicou.
Por fim, ao abordar a composição de seu grupo político e as comparações com o estilo de gestão de seu antecessor, Pivetta reforçou que mantém a mesma base de sustentação e a equipe administrativa, mas destacou sua própria identidade na condução do Estado.
“Eu tenho uma equipe de governo aqui, que continua praticamente a mesma. O grupo político do qual eu faço parte é o mesmo, mas é o meu jeito de governar. Meu jeito de governar é diferente. Eu o acompanhei, estive ao lado do Mauro, sete anos e três meses, e nunca critiquei o jeito dele governar. O meu jeito é diferente. São outras características, o que é normal”, concluiu.
























