Bezerra diz que golpistas levaram ‘nocaute’ com prisão de Bolsonaro

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Chico Ferreira

Presidente de honra do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Mato Grosso, o ex-deputado federal e ex-governador Carlos Bezerra, 84, disse que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados representa um “nocaute” contra qualquer tentativa de ruptura democrática no país. Bolsonaro iniciou, na terça-feira (25), o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses após ser condenado no caso da trama golpista que, segundo a investigação, buscou reverter o resultado das eleições de 2022.

Nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o político que vivenciou a ditadura militar e chegou a ser preso por defender a ordem democrática contra o regime, avaliou que as condenações representam um marco histórico e fortalece a democracia no país.

“A democracia sai super forte. Foi um recado contundente. Um box de nocautear. Nocauteou os golpistas. Por muito tempo no Brasil, ninguém vai colocar a cara a tapa”, declarou.

Conforme noticiou o GD, além do ex-presidente, também foram condenados nomes centrais do governo anterior, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, o ex-chefe do GSI Augusto Heleno, o ex-ministro da Casa Civil Walter Souza Braga Netto, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem Rodrigues. Todos foram enquadrados como integrantes do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe, conforme decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Político experiente, Bezerra pontuou que a responsabilização dos envolvidos deve desencorajar ações de afronta ao Estado Democrático de Direito. “Lógico que desestimula, porque agora sabem que vão ser punidos. Antigamente os generais davam golpe e não eram punidos. Agora isso acabou. Não tem anistia, vai para a cadeia mesmo”, disse.

O ex-parlamentar ainda exaltou o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Alexandre de Moraes no processo.“O Supremo tem um papel fundamental e cumpriu com o seu papel democrático. Cumpriu com todas as letras. O Alexandre fez o que tinha fazer. Pegou um abacaxi dos maiores e tinha que relatar isso. Relatou com coragem e competência. Não é à toa que teve esse desfecho”, afirmou Bezerra, ao defender que o país vive um momento de reafirmação institucional.