Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Divulgação/TCE-MT
O conselheiro Waldir Teis, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), admitiu que pensou em se aposentar antes do prazo determinado pela legislação, mas que decidiu permanecer no posto. A fala foi feita nesta terça-feira (13), durante sessão plenária do tribunal, e ainda é reverberação da sessão do dia 29 de setembro, em que conselheiros bateram boca e trocaram acusações.
“Não vou me aposentar, vou continuar. Pensei, francamente, houve pessoas me pedindo, ‘Waldir, se aposenta. Você já trabalhou demais, mas acho que ainda tenho muito para trabalhar. E o que eu vou fazer se eu me aposentar? Não tenho nada para fazer, então eu vou continuar no Tribunal de Contas, contribuindo naquilo que estiver dentro da minha capacidade”, afirmou.
Teis tem 73 anos e está no Tribunal de Contas desde dezembro de 2007, isto é, há 18 anos. Conforme a legislação, ele pode permanecer no cargo até os 75 anos, em 2028, quando será aposentado compulsoriamente.
“Vou continuar aqui fazendo companhia a todos, enfim, cumprindo a missão que Deus me outorgou e a graça de poder estar aqui também, que é privilégio de poucos, mas eu vou continuar no Tribunal de Contas, graças a Deus. Estaremos juntos lutando por esse tribunal sempre. Só para deixar bem claro para todos que não têm aposentadoria à vista”, completou.
Quando a possibilidade passou a circular pelos corredores do Legislativo e do Executivo, de imediato foram surgindo candidatos para a vaga. O jornal A Gazeta divulgou que os principais cotados eram os deputados Eduardo Botelho (MDB), Dilmar Dal Bosco (União) e o ex-secretário de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo.
Sessão tumultuada
A sessão do dia 29 de setembro no TCE teve os ânimos exaltados em razão da decisão do presidente, conselheiro Sérgio Ricardo, de tirar de Teis o posto de supervisionar a Escola Superior de Contas. Os conselheiros Antônio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Alencar saíram em defesa do colega e questionaram a medida, argumentando que decisões administrativas deveriam respeitar o colegiado e a independência entre os gabinetes.
Logo no início da sessão, Sergio Ricardo discutiu com Antonio Joaquim, após o colega ler uma nota em defesa da colegialidade e do regimento interno da corte. Na sequência, Antonio propôs uma alteração no regimento do TCE-MT para que os responsáveis pela Ouvidoria e pela Escola Superior de Contas tenham seus titulares definidos por eleição.
Em resposta, Sergio Ricardo alegou que Teis havia sido removido do posto por não estar conseguindo entregar os resultados que eram esperados e o acusou de não dar conta do trabalho por viver em Santa Catarina, acumular o comando da Escola de Contas com a presidência da Comissão de Segurança do TCE e de ainda reunir outros processos.
“Qual foi o vosso trabalho na comissão de segurança? Nenhum, nenhum! O senhor não trouxe, não trabalhou, não trouxe nenhum trabalho para beneficiar Mato Grosso”, disparou Sergio Ricardo.
Após novo bate-boca entre Antonio Joaquim e Sergio Ricardo, Teis defendeu que os ânimos se acalmassem e que os conselheiros entrassem em consenso. “Nós somos apenas sete conselheiros. Vale a pena nós, sete conselheiros, discutir, brigar, degladiar por coisas tão vazias?”, questionou, apontando a importância do TCE como órgão auxiliar do Legislativo.
























